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Luz Negra

julho 19, 2010

 

Das vezes que tentei amar
e não o fiz. Não morreu, doeu o que sofri.
Porque amar sozinho é dor caiada, é vontade isolada  em sí.
É construir sobre o nada um vazio, que só você percebe e encherga.
Um amor – alguém  que  só está em ti e não no outro que só existe… È abstrato do seu erigir.
E a beleza passa por entre mim como um trem que sinaliza partida.
Amar sozinho é ida sem vinda!
Se tu sabes ou não, sentimento não finda… dorme, se ameniza, a bebida faz-se morfina.
E brinda a dor adivinda da saudade.
È quando sinto falta de mim porque estou locupleto de um outro.
Atravessando minha dor e minha alegria como inocência pueril.
Perpassa-me lentamente, revirando tudo ao avesso, me revelando um eu inteiro que até então desconheço.
Cava-me os lodos, nervos que eram aço, derretem em seu fogo.
És em mim sempre encanto, carregado de pranto, de nostalgia.
Um amor que ainda não tem nome.
Um barco que deriva-me portos errados.
Sentimento tem  de você, fome.
Choro em ti minhas palavras.
E tuas lágrimas ainda me há lá dentro.
E os excessos faz nascer em mim vontade,
Ausência e saudade do tempo que eu não existia e que você não havia em mim.
A luz negra sob o teto faz lilás o leite nos olhos teus.
È quando percebo que ainda aqui estás.
Incandescente, vermelho, azul, lilás.
Para M. madrugada 19 de julho

 

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